Neuropsicóloga: o que significa esse nome
O médico escreveu no papel: "solicito avaliação neuropsicológica". Você saiu do consultório, procurou no Google e encontrou termos como neuropsicologia, neuropsicóloga, neuropsicólogo. Parecem parecidos com neurologista, mas não são a mesma coisa.
A neuropsicóloga é, em geral, uma psicóloga com formação em Neuropsicologia, a área da Psicologia que estuda a relação entre o funcionamento do cérebro, as funções cognitivas, as emoções e o comportamento.
Dito de forma simples: ela ajuda a entender como você pensa, aprende, lembra, presta atenção e se organiza, e como isso se reflete no seu dia a dia.
Neuropsicologia explicada de forma simples
Imagine que o seu jeito de funcionar pudesse ser desenhado em um mapa. Em algumas regiões, você tem facilidade. Em outras, precisa de mais esforço. A neuropsicologia ajuda a desenhar esse mapa com cuidado.
Entre as funções que ela investiga, estão:
- Atenção: manter o foco, alternar entre tarefas, filtrar distrações.
- Memória: guardar e recuperar informações, de curto e de longo prazo.
- Funções executivas: planejar, organizar, tomar decisões, controlar impulsos e se adaptar a mudanças.
- Linguagem: compreender e se expressar.
- Velocidade de processamento: o ritmo com que você processa informações.
- Habilidades visuoespaciais: perceber e organizar informações no espaço.
Por que olhar para o funcionamento, e não só para um nome
Uma avaliação neuropsicológica não serve apenas para dizer se existe ou não um diagnóstico. Ela mostra como você funciona: onde estão as suas forças, o que exige mais esforço e quais estratégias podem ajudar. Mesmo quando nenhum diagnóstico é confirmado, esse retrato costuma trazer clareza para decisões de estudo, trabalho e cuidado.
Além disso, aspectos emocionais e de comportamento também entram na avaliação, porque humor, ansiedade e cansaço influenciam diretamente o desempenho cognitivo.
O que faz um neuropsicólogo na prática
O trabalho mais conhecido é a avaliação neuropsicológica: um processo com entrevistas, observação clínica e instrumentos específicos, que termina com um laudo e uma devolutiva. Ela ajuda a investigar, por exemplo, TEA, TDAH, altas habilidades, alterações de memória e outras questões cognitivas.
A neuropsicologia também atua em reabilitação e estimulação cognitiva, na orientação de familiares e na troca com outros profissionais da equipe de saúde.
Neuropsicóloga e neurologista: qual a diferença?
O neurologista é médico. Ele examina o sistema nervoso, pode solicitar exames e prescrever medicamentos. A neuropsicóloga é psicóloga: investiga como as funções cognitivas e emocionais se manifestam no seu dia a dia, por meio de entrevistas e instrumentos psicológicos. Ela não prescreve medicação.
Os dois trabalhos se complementam. Muitas vezes, o médico pede a avaliação neuropsicológica justamente para ter informações que os exames não mostram. Para entender outra diferença comum, leia sobre avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica.
Neuropsicólogo pode dar laudo?
Sim. A psicóloga que realiza a avaliação neuropsicológica pode emitir um laudo, que é um documento regulamentado pela Resolução CFP nº 06/2019. Ele descreve o motivo da avaliação, os procedimentos utilizados, a análise e as conclusões, com recomendações.
Os testes psicológicos usados na avaliação são de uso privativo de psicólogas(os) e precisam ter parecer favorável no SATEPSI, o sistema do Conselho Federal de Psicologia.
E no caso de autismo e TDAH? O diagnóstico é clínico e pode ser feito por profissionais habilitados, como médicos (psiquiatras, neurologistas) e psicólogas(os) com formação na área, por meio de avaliação. Muitas vezes, o trabalho é multiprofissional. Veja mais em quem pode diagnosticar autismo em adultos.
Saiba como o documento é organizado no texto sobre o laudo neuropsicológico.
Quando procurar uma neuropsicóloga
Alguns motivos frequentes para buscar uma avaliação neuropsicológica na vida adulta:
- suspeita de TEA ou de TDAH que nunca foi investigada;
- queixas de atenção, memória ou organização que atrapalham o trabalho ou a rotina;
- mudanças cognitivas em idosos, percebidas pela própria pessoa ou pela família;
- encaminhamento de médico ou de outro profissional;
- dúvida entre quadros que se parecem, como TDAH e ansiedade;
- suspeita de altas habilidades ou superdotação;
- desejo de entender melhor o próprio funcionamento, mesmo sem uma suspeita definida.
Também é comum buscar a neuropsicóloga depois de um diagnóstico recebido na infância ou na adolescência, para entender como aquilo se apresenta hoje, na vida adulta. Em idosos, a avaliação ajuda a família a planejar apoios sem retirar a autonomia da pessoa.
Não é preciso ter certeza de nada antes de procurar. A avaliação existe justamente para ajudar a responder às suas perguntas.
Como é o atendimento com a Monica
A Monica Sarah Salomon é psicóloga desde 2015, pós-graduada em Neuropsicologia e em TEA e com formação em Terapia Cognitivo-Comportamental. Ela atende adultos e idosos 100% online, em português, para quem vive no Brasil ou em qualquer outro país.
A avaliação acontece em etapas: primeira consulta, sessões de avaliação, análise com laudo e sessão devolutiva, geralmente entre 6 e 10 sessões de cerca de 50 minutos. Na primeira consulta, vocês conversam sobre o motivo da busca, a sua história e o que a avaliação precisa responder. A partir daí, o processo é planejado para a sua pergunta, e não o contrário.
No final, você recebe o laudo e participa de uma devolutiva, em que os resultados são explicados em linguagem simples. Para quem vive fora do Brasil, fazer esse processo em português, com alguém que entende a sua cultura, costuma deixar tudo mais claro e confortável.
Se quiser entender como seria no seu caso, veja como funciona o agendamento.
